Pergunte a alguém em Portugal de onde é e raramente responderá "Portugal". Dir-lhe-ão Minho, ou Beira, ou Trás-os-Montes, ou a ilha. O país é suficientemente pequeno para ser atravessado num dia e suficientemente variado para que atravessá-lo pareça mudar de país várias vezes.
O norte verde e húmido com as suas aldeias de granito e os seus espigueiros assentes em pés de pedra. O Douro vinhateiro, esculpido nas encostas ao longo de séculos. A Beira Interior, alta e fria, sob a neve da Serra da Estrela. O Alentejo, plano, dourado e imenso, onde uma única árvore pode conter todo o horizonte. As falésias do Algarve a mergulhar douradas no mar. E lá fora no Atlântico, os Açores e a Madeira, vulcânicos, verdes e inteiramente eles próprios.
Cada região tem a sua comida, o seu sotaque, os seus santos e festas e a sua forma de construir uma casa. As pessoas que deixaram Portugal não sentem saudades de Portugal em abstrato. Sentem falta de um vale específico, de um tipo de pão específico, de uma vista específica a partir de uma janela específica.
É para essas pessoas que esta coleção foi criada. Não para quem quer um azulejo de Portugal, mas para quem quer o azulejo do seu lugar.
A Coleção Regional continuará a crescer. Há mais recantos neste país do que treze.